Eu queria saber como pode a vida ser assim. Como acontece de eu ser tão fanática por uma figura?
E sinto coisas estranhas, profundas e mirabolantes por esta figura. Não sei nada sobre ela. Apenas observo-a, não sei o que quer dizer, não sei como chegou aonde chegou, não sei nada. E isso me frustra, mas ao mesmo tempo nutre mais e mais esse fanatismo.
Um sentimento tão inexplicável por algo tão superficial: uma figura. E eu penso, gasto meu tempo e minhas idéias sobre isso; a admiração aumenta todos os dias. E o que essa figura sente de volta por mim? A figura nem sabe da minha existência. Na verdade, a figura já deve ter notado que eu insisto em estar por perto, ao redor. Mas talvez ela não tenha percebido o sentido de toda essa tentativa de onipresença.
E assim como quem gosta, eu também sofro. Que coisa ridícula, sofrer por uma figura em que todo o pano de fundo, todo o contexto e tudo mais foram criados na minha linda e malévola imaginação fértil.
Me odeio neste exato momento.
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